Origens

    As teorias primordiais sobre a origem dos cometas, da origem interestelar de Pierre Simon Laplace e da origem planetária de Joseph Louis Lagrange, foram abandonadas, pois estas teorias tinham dificuldade de explicar a órbita fortemente inclinada dos cometas em relação à dos cometas e, principalmente, explicar a existência dos cometas que não passavam jamais nas vizinhanças de nenhum planeta.

    Acredita-se que os cometas são corpos primitivos, presumivelmente sobras da formação do sistema solar, que se deu pelo colapso de uma nuvem molecular gigante. Esses corpos formariam uma vasta nuvem circundando o sistema solar, em órbitas com afélios a uma distância entre 30.000 UA a 100.000 UA do Sol, a chamada Nuvem de Oort, onde haveria em torno de 100 bilhões de núcleos cometários nessa nuvem. Eventualmente, a interação gravitacional com um estrela próxima perturbaria a órbita de algum cometa, fazendo com que ele fosse lançado para as partes mais internas do sistema solar. Uma vez que o cometa é desviado para o interior do sistema solar, ele não sobrevive mais do que 200 passagens periélicas antes de perder todos os seus elementos voláteis. Logo, a vida média de um cometa de curto período, como o Encke, seria de 660 anos. O cometa Halley teria uma vida média de 15.000 anos.

                        Nuvem de Oort

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    Um outro cinturão de restos gelados é chamado de Cinturão de Kuiper e, ao contrário da Nuvem de Oort, está no plano do sistema solar, a 50 UA do Sol, portanto logo após a órbita de Plutão. Este cinturão foi predito pelos cálculos do astrônomo Gerard Kuiper em 1951. Esta teoria reapareceu no início dos anos 70, quando simulações numéricas provaram que os cometas de longo período, provenientes da Nuvem de Oort, não podem ser capturados pelos planetas gigantes do sistema solar para transformarem-se em cometas de curto período.

                              Cinturão de Kuiper

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